Publicado por: Nicole Vasconcelos em: dezembro 7, 2008
O Estádio Valmir Campelo Bezerra, mais conhecido como Bezerrão, situa-se no Gama, a 35 km do Plano Piloto.
O Bezerrão esteve fechado por três anos para uma reforma. E que reforma: foram gastos aproximadamente R$ 56 milhões.
O alçapão de 20 mil lugares foi remodelado, com arquibancadas bem próximas ao campo e com um excelente gramado. Com oito cabines de rádio, quatro cabines especiais para emissoras de TV, 288 assentos nas tribunas de imprensa e convidados, 200 lugares destinados aos portadores de necessidades especiais, dois geradores para iluminação de emergência e 104 câmeras de segurança, podemos dizer que este é um estádio completo.
Dunga, técnico da seleção brasileira de futebol, fez elogios ao Bezerrão. “Apesar de pequeno, é muito bem feito. Tem clima européu”, disse.
Tudo certo. Ficou ótimo. Porém, se o Bezerrão é um estádio só para treinos, não é oficial, será que a quantia gasta para a sua recuperação não foi grande demais?
Publicado por: Nicole Vasconcelos em: dezembro 7, 2008
Segundo o antropólogo Joseph Campbell, o monomito (chamado também de “A jornada do Herói”) é um conceito de uma jornada cíclica, presente nas histórias.
O termo aparece pela primeira vez em 1949, no livro ” The Hero with a Tousand Faces”, em português, “O Herói de Mil Faces”. Este livro é considerado por muitos um dos mais importantes do século XX.
O monomito de divide em três partes: partida, iniciação e retorno.
No seriado britânico “Life on Marx” podemos verificar nitidamente um destes estágios da “Jornada do Herói”. O personagem principal do filme, o policial Sam Tyler, inicia sua partida. Após sofrer um acidente de carro em 2006, ele é enviado ao ano de 1973. Ou seja, sai do mundo comum e parte rumo ao desconhecido.
Em “Dexter”, premiada série televisiva estadunidense, o ator principal é um especialista em medicina forense e trabalha para a polícia do estado. Porém, ele é um assassino, persegue e executa criminosos que conseguem escapar “das garras” da polícia.
No livro de Christpher Vogler, “A jornada do escritor”, encontramos o termo “arquétipos”, utilizado pelo psicólogo suíço Carl G. Jung para designar padrões de personalidade da raça humana que compartilham existente comum a todos. Um destes arquétipos é chamado de Herói.
Podemos considerar que o policial/assassino da série “Dexter” é um anti-herói. Já na série “Life on Marx”, Sam seria o herói trágico.
Publicado por: Nicole Vasconcelos em: dezembro 6, 2008
Lí na revista Piauí, em sua edição de 03 de dezembro, uma reportegem muito interessante. Trata-se de um protesto, no mímino diferente.
Seis décadas atrás. Rio de Janeiro,“cidade maravilhosa”.
O presidente do Brasil era o marechal Eurico Gaspar Dutra e o prefeito da cidade, na época capital do país, o general Ângelo Mendes de Moraes.
O delegado de polícia, Adroaldo Padilha, baixou uma portaria proibindo ao banhista de andar sem camisa fora da orla.
Então, naquela manhã do dia 11 de dezembro de 1949, enviou caminhonetes da PM, agentes uniformizados e à paisana até a praia de Copacabana, para fazer cumprir a lei.
Millôr Fernandes, já escritor e cronista da revista “O Cruzeiro”, teve então uma de suas idéias.Convocou rapazes do bairro, algumas vedetes do empresário da noite Carlos Machado e organizou uma passeata-protesto-desfile que entrou para a história carioca.
Os homens se apresentaram para o domingo al mare vestidos a caráter, da cintura para cima: de paletó, quando não um smoking com chapéu ou uma casaca com cartola e cachecol. As mulheres desfilaram ao lado deles, usando maiôs e envoltas em casacos de peles. De resto, todos de pernas e pés descalços.
Publicado por: Nicole Vasconcelos em: dezembro 6, 2008
1968 – O ano que não terminou: a aventura de uma geração (Editora Nova Fronteira, 1988, 159 páginas), escrito pelo jornalista Zuenir Carlos Ventura, retrata algumas das importantes mudanças ocorridas no Brasil no tumultuado ano de 68.
Para concluir a obra, Ventura pesquisou em vários jornais e revistas da época, fez entrevistas, colheu depoimentos e, além de tudo, testemunhou e participou de acontecimentos marcantes naquele período.
Uma pergunta sempre se faz presente quando se trata de 68: esta foi uma geração de heróis ou de irresponsáveis? Uma juventude, com certeza, revolucionária.
O ano começou com o Réveillon da casa da Helô, que contou com a chamada burguesia nacional, com a esquerda tradicional, com intelectuais, artistas e estudantes. Foi como se antecipasse o estado de espírito e o clima que predominariam no período, segundo o autor.
César Queiros Benjamin, o Cesinha, foi um dos responsáveis pela formação de grande parte da liderança estudantil carioca. Foi o ano em que experimentamos todos os limites… em que as moças começaram a tomar pílula, que sentamos no Rio Branco, que fomos para as portas das fábricas, que redefinimos os padrões de comportamento, disse Cesinha.
Devemos acrescentar outros dois nomes que marcaram o período como líderes nacionais dos estudantes: Vladimir Palmeira e Luís Travassos.
Para o Partido Comunista que vigorava na época, aderir aos novos costumes era um inaceitável desvio ideológico. As mudanças de comportamento não eram bem recebidas.
Porém, para a formação da sociedade em que vivemos hoje, elas foram de suma importância.
O alemão Hebert Marcuse foi o guru da geração de 68. Invadiu a imaginação dos jovens brasileiros através da imprensa, por meio de dois livros, que permaneceram nas listas de best sellers durante meses. Na opinião dos leitores, Marcuse entendeu logo as novidades da época: o consumismo, a sociedade de massa, a socialdemocracia no mundo capitalista e a importância das minorias. Conciliando Marx e Freud, ele fornecia objetivos políticos ao movimento estudantil.
A música e o teatro lançavam uma nova proposta estética. A censura se fazia presente, suspendendo apresentações. Greves e outras manifestações de protesto eram motivadas pela proibição. Tornavam-se positivas, pois colaboraram acrescentando inovações em nossa cultura. Pensamentos e sentimentos se manifestavam através da arte.
Um dos fatos mais marcantes de 68 foi o assassinato do estudante Edson Luís Lima Souto. Ele foi baleado no peito por um soldado da PM, em um confronto com a polícia, no restaurante do Calabouço, no Rio. Edson Luis tornou-se o mártir do movimento estudantil. Manifestações aconteceram em vários locais da cidade. Até a Praça Pio X, em frente à Igreja da Candelária, foi alvo de confronto entre a polícia e os estudantes.
Mais um acontecimento importante foi a assembléia realizada no Teatro de Arena da Faculdade de Economia, na Praia Vermelha, que significou a quebra do autoritarismo e a subversão da hierarquia dentro da universidade.
Intelectuais, artistas e jornalistas, chocados pelos últimos acontecimentos, resolveram se movimentar. Cerca de 300 pessoas superlotaram o Salão Nobre do Palácio do Guanabara para argumentar com o governador Negrão de Lima. Os estudantes representam hoje a vanguarda mais lúcida, mais limpa e mais corajosa da luta do povo brasileiro contra a opressão do estado, afirmou Hélio Pellegrino, porta-voz dos intelectuais. O governador do Estado aceitou a proposta de realização de uma passeata, comprometendo-se em retirar os policiais das ruas.
A passeata então se concretizou, liderada por Vladimir Palmeira. A Cinelândia foi completamente tomada pelo povo. Aproximadamente 100 mil pessoas fizeram parte do evento. Daí o nome: Passeata dos 100 mil. Para a época, a concentração da Cinelândia foi um marco simbólico da força estudantil.
Porém, com o movimento estudantil tomando conta das ruas, o presidente do Brasil, Marechal Costa e Silva, sentiu-se ameaçado: temia estar perdendo o controle.
Outro fato que não pode deixar de ser lembrado foi o 30º Congresso da UNE, realizado em Ibiúna, interior de São Paulo. O sítio Murundu foi invadido pela polícia. Mais de 800 estudantes foram presos.
Encerrou-se o ano de 1968 com a decretação do Ato Institucional número cinco, o AI-5, pelo Marechal Costa e Silva, no dia 13 de dezembro. Os militares tomaram conta do poder. A ditadura tomou conta do país. Assim, debaixo de uma apagada e vil tristeza, o ano chegava ao fim, escreveu Ventura.
O livro “1968” consegue retratar com muita clareza os ideais políticos e revolucionários vividos pelos estudantes brasileiros da época. Conflitos que marcaram toda uma geração. E que refletem em nossa sociedade até os dias de hoje.
Publicado por: Nicole Vasconcelos em: dezembro 6, 2008
Entre os anos de 1946 e 1958, as ilhas paradisíacas que compõe o Atol de Bikini, no Oceano Pacífico, foram submetidas a uma escalada de destruição. Nesse período, os Estados Unidos realizaram 66 testes nucleares no local. Depois das detonações, a barreira de corais que cerca as ilhas ficou arrasada e , por quatro décadas, os níveis de radiação impediram a presença do homem na região. Quatro dias após a primeira detonação, o francês Louis Réard batizou com o nome do lugar, o modelo de praia feminino que havia criado – e assim nasceu o biquíni, que na língua nativa significa “gente plantando coco”.

Modelo do biquíni usado em 68
A idéia da moda do biquíni foi igualmente explosiva no ano de 68, ano de revoluções e conflitos. A década de 60 representou um momento de transformações dos costumes. Os corpos femininos desnudaram-se, como antes nunca tinham feito. Este desnudamento, junto com a revolução sexual da época, foi um forte marco , principalmente em relação à moda. O corpo descoberto representa liberdade, ser e estar moderno. Sua imagem proporciona prazer. O biquíni nasce de maneira bombástica e conquista as areias das praias e as telas dos cinemas.
Marilyn Monroe foi uma das atrizes que adotaram o uso das duas-peças em Hollywood. A atriz Ursula Andress consagrou o biquíni ao usá-lo no primeiro filme da série 007. Brigitte Bardot apareceu semi-vestida, em um pequeno biquíni, no filme “A moça sem véu”, em 1952, dirigido por Willy Rozier, apesar de seu pai recorrer à justiça para tentar impedir a divulgação das cenas. Hoje, é a marca registrada da atriz. Brigitte era considerada a “sensação” de 68, quando usava seus biquínis em Saint Tropez.
O banho de mar modificou a configuração das cidades praianas, ditou modas, novos trajes, transformou mentalidades e hábitos, calou preconceitos e suscitou outros tantos. Ou seja, implicou em as pessoas vestirem “trajes sumários”.
O fato não foi aceito de forma pacata. As críticas não demoraram a chegar. Muitas reclamações surgiram com relação aos abusos dos imorais e do decoro à praia. Porém, aos poucos, a sociedade começou a acostumar-se com o desnudamento feminino.
O biquíni cresceu na medida que suas formas foram diminuindo, popularizou-se nas praias de todo o mundo. Foi reinventado diversas vezes e ganhou fama no corpo das mulheres brasileiras.
Foi considerado um verdadeiro escândalo quando Leila Diniz apareceu grávida com sua barriga a mostra, na praia e de biquíni, em 1971.
No início dos anos 70, a modelo Rose di Primo inovou, cortando as laterais da calcinha e amarrando-as. Criou-se então a tanga, que se tornou mundialmente famosa. A tanga virou mania nas areias da Praia de Ipanema, no Rio de Janeiro. O modelo, com tamanhos iguais na frente e atrás, foi um dos símbolos da década.
Os jornais, em geral, traziam trechos e fotos do desnudamento feminino, principalmente nas praias do Rio de Janeiro e de Florianópolis. As garotas de biquínis funcionaram como cartão de visitas das nossas praias.
Em 68, a revista “Cláudia”, da Editora Abril, trazia Malu Fernandes e Nice Câmara em uma matéria sobre a moda da praia. Elas usavam biquínis com estampas coloridas, fugindo das cores padrão, marrom e preto.
A revista “A Verdade” destacava jovens de biquínis em suas capas. Na revista “Cruzeiro”, podíamos encontrar fotos dos concursos de misses, nos quais os maiôs foram substituídos pelos biquínis.
A colunista e apresentadora de televisão da TV Cultura, Marisa Ramos, em sua coluna no jornal “O Estado” , destacava-se pelas dicas de moda e tendências para a sociedade florianopolitana. Marisa foi a primeira mulher a usar biquíni na praia de Florianópolis, causando um enorme rebuliço na imprensa da época.
Publicado por: Nicole Vasconcelos em: dezembro 6, 2008
A jornada do escritor: estruturas míticas para escritores (Editora Nova Fronteira, Rio de Janeiro, 2006, 2ª edição,181 páginas) foi escrito pelo roteirista de Hollywood e executivo da indústria cinematográfica Christopher Vogler. O livro propõe a adoção de fórmulas de estrutura narrativa que remetem ao monomito ou à idéia básica do ciclo do herói.
Para a criação desta obra, Vogler orientou-se pelo trabalho do antropólogo Joseph Campbell, que escreveu O Herói de Mil Faces, considerado por muitos um dos mais importantes livros do século 20.
Ana Maria Machado, tradutora do texto original para o português, no prefácio de sua autoria, afirma que , como o próprio nome indica, este livro de Vogler é um convite a uma viagem pelos caminhos da escrita.
No final dos anos 80, Vogler foi contratado para trabalhar nos estúdios da Walt Disney. A empresa vivenciava uma crise, pois os últimos filmes lançados não estavam fazendo sucesso.
Vogler, que estudava cinema na mesma faculdade do cineasta George Lucas, redigiu uma lista de erros que estavam sendo cometidos nas produções e deveriam ser evitados. Em um texto composto por sete páginas, propôs mudanças, baseando-se nas idéias de Campbell.
À medida que nos aprofundamos em sua leitura, verificamos que A jornada do Escritor é uma obra de fácil entendimento, com definições de conceitos e vários exemplos.
A divisão do texto é composta por três partes básicas: apresentação, conflito e resolução. Doze estágios intitulam o livro dois e estão assim definidos: Mundo Comum; Chamado à Aventura; Recusa do Chamado; Encontro com o Mentor; Travessia do Primeiro Limiar; Testes, Aliados e Inimigos; Aproximação da Caverna Oculta; Provação; Recompensa (Apanhando a Espada); Caminho de Volta; Ressurreição e Retorno com o Elixir. Os arquétipos são os personagens que ilustram o país da narrativa. São eles: o Herói, o Mentor, o Guardião de Limiar, o Arauto, o Camaleão, a Sombra e o Pícaro. O termo arquétipos foi empregado pela primeira vez pelo psicólogo suíço Carl G. Jung, que usou-o para designar antigos padrões de personalidade da raça humana que compartilham uma herança existente e comum aos seres. Ele acredita que os contos de fadas e os mitos seriam como os sonhos de uma cultura inteira, brotando do inconsciente coletivo, que existe e é semelhante ao inconsciente pessoal.
Interessante e instrutivo, A jornada do escritor serviu, e serve até hoje, de base para o trabalho das equipes de produção da Disney. Realmente, podemos considerá-lo , assim como define Vogler, um guia prático para roteiristas, cineastas, videomakers, contadores de histórias, escritores de livros infantis, dramaturgos, romancistas, críticos, professores e estudantes de letras.
Publicado por: Nicole Vasconcelos em: novembro 13, 2008
Hoje acordei cedo. Mais cedo do que de costume.
A mochila já estava arrumada.
Entrei no carro e peguei a estrada em direção a Pirenópolis, uma aconchegante cidade histórica de Goiás.
Que cidade linda! Ruas estreitas, casas antigas, praças arborizadas. E o melhor: cachoeiras maravilhosas.
Adoro cachoeiras. Nada melhor do que a água gelada para refazer as energias.
Após um longo e revigorante banho, fui almoçar.
Em Pirenópolis existem excelentes restaurantes. O turismo se tornou a principal atividade econômica da região. E uma curiosidade: na cidade funciona apenas uma faculdade particular, onde os cursos oferecidos são o de Gastronomia e o de Turismo.
O dia terminou.
Hospedei-me em uma pequena pousada no centro da cidade.
Amanhã voltarei para Brasília.
Nunca esquecerei a paz e a tranquilidade que reinam neste lugar.
Publicado por: Nicole Vasconcelos em: novembro 2, 2008
Todd Gitlin é professor de jornalismo e sociologia na Universidade do Columbia, nos Estados Unidos.
Foi presidente do SDS ( Student Democratic Society) de 1963 a 1964. Este movimento estudantil foi o mais radical da época, contando com aproximadamente 100 mil membros.
Gitlin é o autor do livro” Os anos 60 – Anos de Esperança, Dias de Ira”.
Ele participou de toda a transformação de 68, não apenas como observador. Vivenciou as mudanças políticas e culturais que iniciaram-se naquele ano.
O ano de 1968 foi repleto de tumultos urbanos e marcados por dois assasinatos: o de Martin Luter King e o de Bob Kennedy. O professor lembra que a luta entre a esquerda e a direita era intensa.
A esquerda política da época, composta por comunistas e socialistas, tendia a ser mais conservadora. Defendia a atuação na política eleitoral, dentro do Partido Democrata.
A nova direita era um movimento pouco claro em seus objetivos e em sua capacidade se autodefinição.
Na Convenção de Chicago, dez mil pessoas compareceram. O número foi considerado pequeno. Vários dos participantes eram garotos rebeldes, moradores da cidade. O confronto com a polícia foi inevitável.
Analisando as posições conservadoras e liberais da época, foram as liberais que prevaleceram, segundo o professor.
Com relação às guerras culturais, Gitlin as compara com as de hoje. A semelhança existe, porém, em 68, houve a erupção de muitos conflitos. O terreno cultural está diferente. Hoje em dia não existe revolta cultural. A cultura é mais aberta, diversificada, opina.
Gitlin afirma que quase não existem conexões entre 1968 e 2008. Ele aponta que a tradição política ficou diferente. O individualismo da vida americana triunfou, lamenta.
Publicado por: Nicole Vasconcelos em: novembro 2, 2008
Lançado em 2003, o filme estadunidense “Stattered Glass”, conta a história baseada em fatos reais de um jovem jornalista de 25 anos, Stephen Glass. Escrito por Billy Ray, o drama inclui em seu elenco Hayden Chirstensen, Peter Sarsgaard e Chloë Sevigny.
Stephen Glass era um jornalista norte-americano que trabalhava como repórter na “The New Republic”, uma das mais conceituadas revistas políticas dos E.U.A.
Glass sentia grande dificuldade em terminar seus artigos, que ao final acabavam ficando realmente ruins.
Foi assim que, então, com sua enorme criatividade, decidiu inventá-los.
Seus artigos ficaram engraçados, diferentes, interessantes, apesar de não serem ilustrados com nenhuma foto.
No entanto, Glass viu sua carreira desabar quando um jornalista de uma publicação concorrente conseguiu provar que seus artigos eram total ou parcialmente forjados.
Seu editor,Chuck Lane , ainda tentou esclarecer os fatos, mas sem suscesso. Todo o trabalho de Glass vinha de sua imaginação.
A redação da revista teve então que se retratar com seus leitores, escrevendo um pedido de desculpas.
Este acontecimento gerou polêmica e voltou a suscitar questões sobre a ética dos jornalistas e suas responsabilidades junto à população.
Glass, após ser desmascarado, formou-se em direito e escreveu um livro. A obra relata a história de um jovem jornalista que fraudava matérias para subir na vida.
Publicado por: Nicole Vasconcelos em: outubro 29, 2008
O jornalista deve publicar as matérias independentemente se elas vão ter ou não um desfecho positivo ou negativo. Afinal, a notícia é a informação da realidade. Aconteceu. Foi fato, real.
É lógico que um jornalista deve respeitar a ética e ser ponderado naquilo que vai publicar. Porém, a informação é de interesse público, deve ser transmitida.